Reeducação do comportamento alimentar

De acordo com os dados do Ministério da Saúde quase metade (48,1%) da população brasileira adulta está acima do peso e 15% dos brasileiros são obesos. Há cinco anos, a proporção era de 42,7% para excesso de peso e 11,4% para obesidade. Embora as pessoas estejam mais gordas isso não significa que não tentem ficar mais magra. O problema é que cada vez mais procuram métodos para perder peso sem precisar de esforço.

As dietas milagrosas são as mais procuradas e fazem com que muitas pessoas restrinjam alimentos importantes para a saúde. Na prática, funcionam como um gatilho para a compulsão e a desistência da dieta.  Quando somos proibidos de algo ficamos com mais vontade de burlar as regras e, no caso de comida, as proibições não devem ser impostas, pois teremos que comer a vida toda. Já imaginou nunca mais poder desfrutar de seu prato preferido?

A falta desses alimentos também acaba causando um desequilíbrio orgânico, como cabelos quebradiços, pele ressecada, unhas fracas, ansiedade, depressão.  É importante salientar que a perda de peso deve ser um processo prazeroso e não um tratamento de choque. E para isso, não basta emagrecer o corpo, é necessário modificar os pensamentos e comportamentos em relação a comida, escolher o que irá comer, manter uma frequência de alimentação e aprender a administrar as exceções. O que dificulta muito a mudança de hábitos são as expectativas que criamos em relação a algo e a falta de planejamento.

“Quando a pessoa consegue um equilíbrio em seu
comportamento alimentar, nada precisa ser proibido”

O principal objetivo no processo de emagrecimento é a adoção de um estilo de vida saudável, com modificações planejadas e graduais, que permitam recaídas e adequação aos seus objetivos de vida. Emagrecer e permanecer magro de forma saudável depende de uma reeducação alimentar e comportamental, pois o que realmente engorda não é a comida, mas sim, a forma como nos alimentamos.

Para emagrecer é necessário ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e aprender a lidar com sentimentos que podem levar à superalimentação, como ansiedade, tristeza e solidão. E tudo isso exige uma mudança de hábitos que implica em comprometimento, disciplina, perseverança e consciência dos benefícios da mudança.

Quando a pessoa consegue um equilíbrio em seu comportamento alimentar, nada precisa ser proibido.

Por isso é importante o acompanhamento com um profissional capacitado, que tenha o cuidado de avaliar o paciente de maneira integrativa e humanizada.